As Semanas Teológicas Pe. José Comblin emergem da disposição de um grupo de pessoas – entre padres, religiosas, leigos e leigas – que, preocupado em fazer memória do Padre e Teólogo José Comblin, tem o firme proposito de manter acesa a chama de sua espiritualidade; Comblin, como outros profetas latino-americanos ligados à Teologia da Libertação e sob o signo do Concílio Vaticano II, viveu fortemente o Evangelho de Jesus, perseguindo a causa libertária dos pobres rumo a construção do Reino de Deus.

 

A Primeira versão da Semana Teológica Pe. José Comblin, sob o título “Pe. José Comblin – memória, legado e vigência”, aconteceu em Outubro de 2011, o mesmo ano de sua morte (27 de Março de 2011), e, mais especificamente, procurou fazer essa memória.

 

A II Semana Teológica Pe. José Comblin, sob o título ”O legado da Teologia da Libertação e a contribuição de José Comblin”, ocorreu em Setembro de 2012. O reconhecido legado de Comblin incorporou-se à homenagem ao Concílio Vaticano II - os 50 anos Pós-Concílio e os desafios para o Cristianismo na América Latina e no Nordeste brasileiro - e à homenagem aos 40 anos da Teologia da Libertação. Ressaltando a Teologia da Enxada como memória das experiências da Igreja na Base no Nordeste, a II STPJC buscou dar visibilidade à Teologia Testemunhal no Nordeste a partir dos Jovens Teólogos e Teólogas da nossa região (os novos desafios e novos sujeitos).

 

A III Semana Teológica Pe. José Comblin, intitulada “O Espirito Santo e a Missão: o protagonismo das Juventudes”, aconteceu em outubro de 2013. O tema geral foi fruto da fecunda experiência de algumas Jornadas Comunitárias do campo e da cidade e inspirado no livro póstumo de Comblin “O Espírito Santo e a Tradição de Jesus”. Trabalhando com focos distintos, a III Semana prestigiou o ecumenismo, o protagonismo das mulheres nas igrejas cristãs, o compromisso socioambiental, as juventudes, na perspectiva das ações e da formação.

 

A IV Semana Teológica Pe. José Comblin ocorreu em 2014 e se diversificou em duas modalidades: uma, em parceria com a UNICAP (Universidade Católica, Recife, PE), compreendeu a “Semana de Estudos Pe. José Comblin”, com debates profícuos sobre o legado de Comblin; a outra na Paraíba, desenvolveu o tema “Por uma Igreja Renovada, Povo de Deus, na Alegria do Evangelho e na Tradição de Jesus: Um diálogo implícito entre Papa Francisco e José Comblin”. Naquele ano, além da convencional Plenária com a Exposição dialogante sob o tema central, se fortaleceu e se ampliou a experiência das Jornadas Comunitárias na cidade e no campo. No âmbito das Jornadas Comunitárias foram trabalhados trechos da exortação apostólica - A Alegria do Evangelho -, do Papa Francisco, especialmente quanto aos tópicos relativos ao Povo de Deus como centralidade da organização eclesial, fazendo uma interface com o legado combliniano.

 

A V Semana Teológica Pe. José Comblin, em 2015, tratou do tema “Por uma Igreja a serviço do Planeta e da Humanidade: a contribuição do Papa Francisco e do Pe. José Comblin”. Aqui foram ressaltados as questões socioambientais planetárias, centrando essencialmente os problemas que nos afligem mais de perto, em nossas vivências cotidianas. Nos fundamentos estiveram a Encíclica Laudato Sì e textos selecionados nas obras de Comblin. Ressalta-se que, no percurso de nossas atividades, fomos surpreendidos pela perda repentina do Pe. Josenildo, sempre presente e grande colaborador (como tantos outros) das diversas versões das Semanas Teológicas.

 

A VI Semana Teológica Pe. José Comblin, em 2016. A partir do grave e complexo problema mundial das migrações, voluntárias e forçadas, esta Semana aprofundou a dinâmica da fé cristã do "Povo de Deus desinstalado por um mundo sem fronteiras" e lembrou as "Afinidades entre as posições do Papa Francisco e do Pe. José Comblin sobre a condição de migrantes e refugiados". Toda a vida cristã, em particular a vida militante e religiosa/consagrada, é vida missionária, portanto desinstalada, atuando nas "periferias existenciais", junto aos empobrecidos e às comunidades que lutam por liberdade e autonomia, longe dos centros e das atrativas do ´poder´.