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Nascido em março de 1918, no interior de Minas Gerais, foi ordenado sacerdote em 1941; foi consagrado bispo em 1957 para exercer seu apostolado na diocese de Araçuaí. Em 1966, foi transferido para a Arquidiocese da Paraíba, onde permaneceu como Arcebispo Metropolitano até dezembro de 1995, quando se tornou emérito. Participou de todas as sessões do Concílio Vaticano II (1962-1965), fato que marcou toda a sua vida e o seu ministério. O mesmo aconteceu quando da sua participação da Conferência latino-americana do Celam, em Medellin ( Colombia, 1968).

O meu irmão e padrinho, pai-de-santo episcopal, ...é o primeiro bispo brasileiro a se assumir como negro militante, e é animador pioneiro da Pastoral Afro-brasileira. Zé Maria é um mineiro pacífico e pacificador, que sorri sempre, até quando contesta. Tem a palavra mansa da verdade e do diálogo, uma palavra pastoral sempre, quer seja numa homilia, quer seja num discurso acadêmico. Profeta incansável, tem enfrentado a ditadura, o coronelismo, o latifúndio. Tanto vem profetizando na Sociedade como na Igreja e tem sido presença e critério indispensáveis nas horas decisivas da nossa caminhada eclesial.....Livre e pobre, sereno e vital, ostenta uma juventude de corpo e alma que transpira efusivamente a unção, o axé, do Espírito de Jesus” (dom Pedro Casaldáliga, em 2005).

Dom José Maria Pires permaneceu intelectualmente ativo, fazendo reflexões sobre a função social da Igreja no mundo contemporâneo, até o ano 2017, quando faleceu em 27 de Agosto, aos 99 anos, em Belo Horizonte.

 

 

Escritos de dom José Maria Pires:

Do centro para a margem (editora Acauã)

Cultura, Igreja e Liberdade (Universidade Estadual da Paraíba)

Religião e Desenvolvimento (Universidade Estadual da Paraíba)

Dom José Maria Pires, uma voz fiel à mudança social”, editora Paulus; o livro recolhe pronunciamentos feitos por dom José de 1966 a 1994, sendo o organizador Sampaio Geraldo Lopes Ribeiro.