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Nesta décima segunda edição da STPJC, iniciamos as comemorações do centenário do Pe. José Comblin, a completar-se no dia 22 de março de 2023, quando da realização, no santuário de Santa Fé - Solânea/PB de 24 a 26/03/23.

 
O tema é "Evangelho não é religião", afirmação profética de Comblin, que nos tem oportunizado frutuosa reflexão sobre o Discipulado e a missão dos seguidores e seguidoras de Jesus de Nazaré.
 
Como de hábito, as Semanas Teológicas se estendem por meses, culminando com a sessão de encerramento, neste ano marcada para setembro. Durante a STPJC, os vários grupos organizadores (grupo José Comblin, Kairós, Escola de formação missionária de Santa Fé, CPT, CEBI, entre outros) propõem diversas Jornadas de estudos e reflexões sobre o tema e subtemas da Semana.
 
A primeira Jornada desta décima segunda edição vai realizar - se, em Café do Vento, no dia 29.05.22, no Centro de Formação José Comblin, sendo os participantes acolhidos pelo Pe. Herminio Canova. Nesta ocasião, vamos refletir sobre alguns aspectos suscitados pelo tema Evangelho não é religião, densa reflexão feita pelo Pe Comblin, especialmente em seu livro-testamento, intitulado "o Espírito santo e a tradição de Jesus", leitura que o grupo Kairós concluiu, há duas semanas, durante mais de um ano. A terceira versão - das 4 em que se compõe o livro - foi encaminhada a Ed. Paulus para publicação.
 
'Evangelho não e religião" constitui uma das inquietações mais fortes de Comblin, ao insistir em que, enquanto a religião constitui uma busca de Deus pelos seres humanos, com seus valores , com seu inacabamento, o que implica condicionamentos culturais de todo tipo. O Evangelho, por sua vez, expressa a busca dos seres humanos por parte de Deus, que bate à porta do nosso coração, pedindo entrada.
 
Religião, como se sabe, compõe-se como um sistema de crenças e práticas rituais, condicionadas aos interesses dos próprios humanos, conforme sua cultura. O Evangelho, por sua vez, ao fazer-se presente em cada cultura, não é por nenhuma delas absorvido completamente. Diante disto, vale a pena refletirmos:
a) Entre nós e nossas comunidades, nos organismos de que participamos (coletivos feministas, movimentos populares, Terapia Comunitária Integrativa, nas pastorais sociais, nas relações de gênero, de etnia, geracionais, ecológicas e outras), em que exemplos ou situações concretas podemos perceber a diferença entre religião e Evangelho?
b) Como somos chamados pelo próprio Evangelho a, vivenciando atividades religiosas, não perder de vista o núcleo de nossa fé?
 
João Pessoa, 28 de maio de 2022