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ZÉ NINGUÉM. Hermínio Canova: recebemos de Pe. Gedeon de Oliveira este poema de Alfredo Fagundes de João Pessoa. O poema é uma homenagem de solidariedade "ao Zé Ninguém" das periferias, que luta para existir e que questiona os privilegiados da nossa sociedade.
 

ZÉ NINGUEM (poema do Dr. Alfredo Fagundes)

 

A humanidade vê com muita dor,

E proclama a partilhar o amor,

Para viver na experiência da caridade;

Vamos ouvir os gritos dos excluídos,

Comprometer-se com os esquecidos,

Que estão perdidos na nossa cidade.

 

Famílias dormindo na luz do luar,

Ao relento da noite sem teto e sem lar,

Morrendo de fome e abandonados;

É triste demais, não podemos aceitar,

O povo de Deus, tem mais que ajudar,

As dores dos irmãos injustiçados.

 

Morando nas ruas, jogados no canto,

Vivendo a dor do seu amargo pranto,

Os dias passam e a tristeza não sai;

Sem alegria e sem esperança de viver,

Somente solidão no seu amanhecer,

A rotina da vida não termina jamais.

 

De noite e de dia, sua história continua,

A pobreza imperando no meio da rua,

Famílias chorando sem ter alegria,

E a vida recomeça numa grande lição...

Largado no tempo em busca de pão,

Seu nome é Zé ninguém da periferia.